domingo, 27 de novembro de 2011

feliz ano novo.

Estou sentido uma fase nova e de fato é. Fechei um ciclo com muita alegria e é com a mesma que inicio esse outro. Hoje é meu aniversário. É como se estivesse num processo de evolução espiritual, mental e de saúde. Sinto-me muito bem e estou muito feliz com todas as conquistas e sorrisos. Só tenho mesmo que agradecer, OBRIGADA UNIVERSO. Obrigada por ter me feito assim, obrigada Iemanjá por me acompanhar e me guiar, obrigada mãe por ser tão maravilhosa e linda. Obrigada Deus, seja lá que deus seja você.
Ganhei vários presentes, um pandeiro, fotografias, tucanozinho e muita, mas muita alegria, obrigada por tod@s, ontem me sentir muito amada e abraçada por todas pessoas presentes e por as que mandaram energias boas de longe. Sou muito grata.
Tenho uma sensação visceral que vem de dentro para fora e de fora para dentro. Amo o dia. E quando a noite gosto de ficar quieta, gosto de me sentir com calma.
Estou na estrada, indo para Assis, interior de São Paulo. São 14h de viagem até Presidente Prudente e depois mais duas até Assis que fica próximo ao estado do Paraná. Estou levando comigo um livro parido por liberdade: "Um sopro de vida", da querida Lispector, eu o leio porque preciso me sentir mais viva e sinto-me. Quero poder me acorrentar a liberdade e beijá-la com gosto e corpo. Estou de fato preparada para o amor puro, como sei? Só sei. Sei como viver um amor e na plenitude que alcancei tenho poderes de deixá-lo puro, transparente, límpido e eterno no seu tempo. Sinto-me poderosa e forte, corpo e mente no mesmo compasso. É quase o equilíbrio que sempre procurei, só não digo que o é porque não acredito na sua existência. Viver consciente.
Ontem eu bebi bastante e tive amnésia, liguei para as pessoas para saber o que havia feito. Como é estranho não lembrar do que se fez é como se o que eu vivi foi para além de mim porque  em mim ficou só o que me contaram, como se não me pertencessem as minhas próprias atitudes e histórias. Minha consciência foi passear, quem seria eu nesses momentos que não são mais meus? Acordei elétrica e muito confusa porque não lembrava do processo de chegar onde estava, mas estava bem. Estou bem. Estou feliz e na primavera a felicidade tem gosto de flores coloridas. Cores. Quero banhar-me de cores fortes e lindas. Quero todas essas cores dentro de mim, quero fotografá-las e senti-las com gosto de novidade.
(reflexões no ônibus - 16.10.2011)
"Senti a pulsação da veia em meu pescoço, senti o pulso e o bater do coração e de repente reconheci que tinha um corpo. Pela primeira vez da matéria surgiu a alma. Era a primeira vez que eu era una. Una e grata. Eu me possuía. O espírito possuía o corpo , o corpo latejava ao espírito. Como se estivesse fora de mim, olhei-me e vi-me. Eu uma mulher feliz. Tão rica que nem precisava mais viver. Vivia de graça." (Um sopro de vida - p.47)

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